Os índios já faziam. A sociedade antiga tinha até feira dedicada a isso. Muitos de nós, quando pequenos, aprendemos o seu significado com o obcecado foco de terminar o álbum de figurinhas. Escambo ou troca-troca, prática comum na história, foi perdendo força no último século. Na sociedade de consumo, o poder de compra era imperativo, e não havia muito espaço pra soluções alternativas de usufruir um bem.
Mas os desafios mudam e o momento agora é exatamente outro. Se antes o barato era comprar, agora começamos a notar uma nova tendência. Na verdade, hábito antigo revivido por força das circunstâncias, aspectos ambientais, sociais e econômicos.
Compartilhar é o verbo da hora, inclusive no que diz respeito ao consumo. Porque adquirir um objeto se o que precisamos mesmo é de apenas alguns dias ou horas com ele? Porque guardarmos o que não precisamos mais se tudo isso pode ser trocado por outros utensílios ou produtos?
Basta pararmos pra pensar pra entendermos que a lógica do consumo não tem mesmo tanta lógica. Alguns já começaram a questionar isso, e surgem por aí iniciativas de grupos e portais que se dedicam ao consumo colaborativo. Neles, dá pra trocar, alugar ou mesmo comprar e vender produtos sob essa nova, ou será velha?, visão. Você já entrou nessa?
http://www.descolaai.com - Primeiro portal de consumo colaborativo do Brasil, com livros, CDs, equipamentos esportivos, ferramentas, barracas de camping e outros objetos. Aluguel, venda ou troca de produtos.
http://www.buscala.com.br - Além de compra, venda, aluguel e troca, o portal disponibiliza um canal pra divulgação de serviços voluntários.
http://www.livrolivre.art.br - Inspirado num movimento gringo, o bookcrosssing, ele se baseia na libertação de livros, que podem ser deixados em locais públicos, como praças e pontos de ônibus. Quem encontra deve registrar o livro no portal e, após concluir a leitura, libera-lo pra que outra pessoa também possa ler.













